Facebook confirma proibição de anúncios enganosos de coronavírus
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O Facebook está proibindo anúncios que prometem curar, prevenir ou incitar o pânico ao redor do COVID-19, a doença causada pelo novo coronavírus, confirmou a empresa em um comunicado ao Business Insider. A empresa acrescentou que possui políticas semelhantes para a plataforma Marketplace, onde os usuários do Facebook podem comprar e vender itens.

“Implementamos recentemente uma política para proibir anúncios que se referem ao coronavírus e criar um senso de urgência, como implicar um suprimento limitado ou garantir uma cura ou prevenção”, disse a empresa Business Insider, “Também temos políticas para superfícies como o Marketplace que proíbem comportamentos semelhantes”.

A declaração ocorre menos de um mês depois que a empresa anunciou que removeria as informações desinformadas sobre o novo coronavírus das plataformas do Facebook e do Instagram. Na época, ele dizia que essa política incluiria qualquer conteúdo sobre curas falsas ou métodos de prevenção ou alegações enganosas sobre quais recursos de saúde estão disponíveis, mas não mencionou se suas políticas também cobriam publicidade em sua plataforma. A declaração de hoje esclarece sua posição.

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A posição do Facebook sobre desinformação sobre coronavírus é semelhante à sua posição no conteúdo anti-vacinação. No ano passado, ele afirmou que removeria grupos e páginas anti-vacinas de suas recomendações e que não permitiria que os anúncios segmentassem usuários com base em termos relacionados. No entanto, foram levantadas dúvidas sobre o policiamento do Facebook. Notícias do Buzzfeed informou em janeiro que alguns anúncios anti-vacinação ainda aparecem na plataforma, que o Facebook alegou não violar suas políticas.

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“Nossa política é proibir anúncios que contenham informações incorretas sobre vacinas”, disse o Facebook. Notícias do Buzzfeed na época, acrescentando que sua política não proíbe a publicidade “com base na expressão de oposição às vacinas”.

O Facebook também foi criticado por permitir informações erradas em anúncios de campanhas políticas. No início deste ano, a empresa justificou sua abordagem “verrugas e tudo” ao discurso político, dizendo que “as pessoas deveriam poder ouvir as pessoas que desejam liderá-las”. A posição da empresa foi criticada interna e externamente, mas seus defensores dizem que uma empresa privada como o Facebook não tem lugar para policiar discursos políticos.

Além de ter que atualizar suas políticas de conteúdo, o Facebook também teve que cancelar sua participação em várias conferências como resultado do surto. A empresa cancelou uma próxima conferência de marketing no início deste mês e também anunciou que não participará da Game Developers Conference no próximo mês.

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